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A TI

Segunda-feira, 23.07.07

Que mulher não espreita em nichos recônditos de si uma emoção perdida

que faz doer mas desnuda intimidades

que em passo arrepiado de amargura atravessa o tédio

em ruas estreitas sem ecos de alguém à entrada da noite

locais solitariamente percorridos em tempos reinventados

Volta o rosto

e reconhece as sombras que denunciam

destroços de vida desmoronada

não foge às escarpas inquietas

ao destino de um grito

ou ao percurso de neve antiga

segue em passos sem tribo o silêncio de locais sem voz

enlaça nos braços um futuro ávido de cor

de palavras encantadas em madrugada sem vestígios da noite

é tempo de travessia

acender os dias

dançar os sonhos e derrubar muros

desfaz em si névoas de outros tempos

encontra-se no lugar em que os rios se cruzam

faz ecoar solitários ventos de um destino ébrio de luz

acorda com a certeza de um poema a pontuar a manhã

e asas desenhadas em sorrisos

Cada mulher guarda  em si o lugar onde inadvertidamente se refugia

e se deleita em pétalas de muitas flores em forma de coração.

 

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publicado por dolce_vita às 00:18


2 comentários

De angel a 19.10.2007 às 21:52

Apesar de ter respondido no meu espaço não resesti a vir dar-lhe pessoalmente um beijinho de boa noite e desejar-lhe um optimo fim de semana...o amor pode ser duro mas seriamos capaz de vicer sem ele??

De dolce_vita a 20.10.2007 às 00:01

NÃO
Angel obrigada pelo seu carinho.Tente não experimentar viver sem amor,não se vive,apenas andamos para aqui.
um abraço carinhoso

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